Antevisão dum diálogo íntimo na era moderna e civilizada da Educação Sexual nas escolas. A leitura do texto não é aconselhável a menores de 6 anos. Daí em diante, ao que me dizem, não chocará ninguém.

(ambiente de penumbra, os dois na cama dos pais dela e falando baixinho)

Ela: Hmmm…! Gosto quando me beijas no pescoço…

Ele: No fundo, estou apenas a estimular as tuas zonas erógenas para facilitar o coito, segundo as regras básicas da excitação sexual.

Ela: Eu sei. Agora, vou estimular-te por sexo oral. Parece-me que dois minutos e meio de estimulação é a duração adequada ao teu estado neurológico e sensorial. Que achas?

Ele: Acho bem. Segundo os estudos de Dickinson, estás certa. Ahhh…! Onde é que aprendeste a fazer isto tão bem?

Ela: Foi no livro obrigatório do 5º. ano, o “1001 Maneiras de Enlouquecer um Homem na Cama”.

Ele: Sempre gostei de sexo oral. Na escola, tive a melhor nota da turma no teste de cunnilingus…

Ela: Ohh!… Adoro ouvir-te falar Latim…

Ele: Vamos fazer alguns exercícios de Kegel: melhoram o funcionamento do músculo pélvico e facilitam o orgasmo.

Ela: Para além disso, protegem contra a incontinência urinária. É preciso preparar o futuro! Às vezes penso como seria penosa a vida do nossos pais, que não sabiam nada disto…

Ele: Podes crer! Eu nem sei como eles conseguiram conceber-nos!

Ela: Ahh!… Pára!… Obtive já uma boa lubrificação vaginal. Estou suficientemente excitada para a chamada penetração peniana. O bastante para sentir prazer e não ter irritação vaginal pós-coito. E tu, que tal o afluxo sanguíneo?

Ele: Vai indo. Queres um orgasmo simultâneo?

Ela: Não sei. Há várias teorias sobre isso. Ahh, continua… Inclino-me mais para as teses de Bancroft, que sustentam que homem e mulher têm tempos diferentes e por isso é muito mais comum que cheguem ao orgasmo em tempos diferentes.

Ele: Como são os teus orgasmos: clitorianos ou vaginais?

Ela: Tu ainda estás nessa? A minha professora diz que o orgasmo, como resposta fisiológica, é basicamente o mesmo, independentemente da área estimulada. É tudo psicológico!

Ele: A puta da tua professora deve ser frígida!

Ela: Não brinques com coisas sérias! A frigidez é um problema grave. Pode ter origens orgânicas, como dispareunias ou alterações hormonais, mas na maior parte dos casos tem origens psicológicas. Ahh, não pares!… O que se diz para aí sobre a frigidez é uma treta.

Ele: Não me digas que o Ponto de Grafenberg também é uma treta….!?

Ela: O quê, tu deste isso? Porra, o teu professor ainda segue o programa do ano passado! Desculpa lá que te diga, mas andas a foder pelo método antigo.

Ele: Por acaso não gosto nada do meu professor. Na semana passada, repreendeu-me por não ter feito o T.P.C. (Tocar Punhetas em Casa), prática de que ele não abdica dentro do sistema de avaliação contínua.

Ela: Hmm…! Isso… adoro-te!

Ele: Olha, acabei de ejacular! Agora, vou esperar um bocado para que as artérias contraiam e as veias relaxem. Isso reduzirá a entrada de sangue e aumentará a sua saída, tornando o pénis flácido. Depois voltamos à sala, está bem?

Ela: Sim, rápido. Tenho que apagar as 12 velinhas do meu bolo de aniversário!

(Recebida por mail)

One Response to “Educação sexual nas escolas”
  1. Edson Medina says:

    Lindo! :D
    …mas completamente estúpido no objectivo.

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