São as iniciais de Marcus “FuckinAwesome” Miller, Victor “FuckinAwesome” Wooten e Stanley “FuckinAwesome” Clarke. Os 3 baixos, na realidade não estavam lá, faziam parte deles, aquilo são apêndices deles. Estes gajos não tocam, falam… baixo.
Na “quase” companhia do gajo e da gaja (eles tratam-se assim), e foi quase companhia, porque eles estavam na fila da frente e eu tive de gramar o tempo todo com a careca dele.
Onde é que eu ia? Aahh, eu babei-me, arrepiei-me e o aperto que senti na zona pélvica por dentro, não sei se era de me estar quase a mijar ou a vir.
Foi brutal e mais brutal ainda, apesar de ter passado o concerto todo a conseguir ver os dedos deles, foi que na última música, o Stanley Clarke chama o pessoal todo para ir para junto do palco.
Não sei o que dizer mais. Só sei que nunca mais vou ter coragem de pegar no baixo e agradecer a eles pela companhia e boleia.
Próximo dia 5 de Fevereiro no Cabaret Maxime, os gajos vão tocar por lá e fazer a apresentação oficial do EP lançado no Verão passado.
Aconselho vivamente a aparecerem por lá
Há muita música, gajas, gajos e gays. É para todos os gostos. E olhem que o dia dos namorados está quase aí. É uma boa oportunidade para arranjar companhia para esse dia.
Billy, agora vai lá gravar a puta da música de Public Pervert
Um disclaimer: - Não fui pago para isto e ainda vou arrotar com os 5 euros como os outros todos.
Já uns tempos que andava para escrever sobre eles, mas estava à espera do EP É para aprenderem, assim para a próxima são mais rápidos.
Fui ontem ver os UNI.FORM ao Metropolis Club. O concerto fazia parte da GraveYard Session, festa promocional para o Drop Dead Festival.
Fizeram a primeira parte duns tais “Paralitikos” que pelos vistos eram mesmo paralíticos. Um set de 27 musicas, quase todas com 1 ou 2 minutos, todas com os mesmo acordes, apenas mudava a letra num espanhol imperceptível. Ganhavam mais se a gaja fizesse um strip e os outros dois abandonassem a banda.
Falando do que interessa.
UNI.FORM, o concerto começou mais tarde do que se esperava, parecia estar tudo afinado, mas depois problemas no som vieram a causar problemas. Mas… concerto sem problemas não é concerto
De resto, os moços estiveram muito bem. Para a próxima são vocês a banda principal. Keep Rocking.
A notícia está aqui no Diário Digital, mas eu transcrevo.
Um estudo que analisou a relação entre o gosto musical e a personalidade sugere que há semelhanças entre fãs de música clássica e aqueles que gostam de heavy metal.
O estudo foi realizado na Universidade Heriot Watt, em Edimburgo, na Escócia, através de entrevistas a 36 mil pessoas.
Os investigadores fizeram perguntas sobre as características da personalidade de cada participante e pediram para que os voluntários avaliassem 104 estilos musicais.
Os resultados sugerem, por exemplo, que fãs de jazz são criativos e extrovertidos, enquanto aqueles que gostam de música pop tendem a ter pouca criatividade.
Segundo Adrian North, que liderou o estudo, a surpresa foi descobrir semelhanças na personalidade de fãs de música clássica e heavy metal.
«São pessoas muito criativas e que estão bem consigo mesmas, o que é estranho. Como é que se pode ter dois estilos tão distintos com grupos de fãs tão parecidos?», afirmou North.
O professor sublinha que uma das explicações pode ser o «aspecto teatral desses estilos, que são dramáticos».
«As pessoas em geral têm um estereótipo sobre os fãs de heavy metal, acham que eles têm tendências suicidas, são deprimidos e representam um perigo para si e para a sociedade em geral. Na verdade, são pessoas bem delicadas», afirmou.
De acordo com North, a pesquisa pode ser muito útil para a indústria discográfica e para quem trabalha com marketing.
«Se você sabe a preferência musical de uma pessoa, pode dizer que tipo de personalidade tem e para quem deve vender», disse North. «São implicações óbvias para a indústria da música, que está preocupada com a queda da venda de CDs.»
A minha opinião não contraria em nada o que a notícia diz.
“São pessoas muito criativas e que estão bem consigo mesmas”
- Há dúvidas quanto a isto?
“acham que eles têm tendências suicidas, são deprimidos e representam um perigo para si e para a sociedade”
- Estes gajos não são fãs de heavy metal, são uma cambada de merdosos que nem sequer devia ter nascido.
“Na verdade, são pessoas bem delicadas”
- Tenho andado toda a vida a dizer isto, mas pouca gente acredita em mim. Com os anos que tenho em cima nesta merda, mais os sítios que frequento, nunca vi uma cena de porrada nestes sítios. Depois de uns bons litros de cerveja bebidos, o pessoal continua civilizado. Curte-se a música, manda-se um encontrão a alguém sem querer, pede-se desculpa e recebe um “na boa” mais uma palmada nas costas com um “continua a curtir”.
Não há daqueles filhos das puta que passam a noite a provocar um gajo que esteja com uma gaja boa ao lado, só para ele dizer que é mais forte, mais burro e mais anormal, como já vi acontecer em discotecas “normais”.
Já que falei dos filhos da puta desses sítios não podia esquecer os porteiros. Aqueles gajos que a vida lhes trouxe pouca sorte e que estão ali à porta a achar que mandam alguma coisa. E sentem-se os maiores quando olham para um gajo de alto a baixo e dizem “são 200 euros de consumo mínimo”. Há putas bem melhores que eles que devem levar bem menos.
Falando do gosto musical:
-Somos gajos decididos e de ideias fixas. Não uns “marias vão com as outras”. Não damos a resposta da treta e fácil “ah eu gosto de tudo um pouco”, quando nos perguntam “que música ouves”.
Não dizemos (e citando uma frase dum documentário), “ah eu no Verão do ano passado gostei muito daquela música”, dizemos que gostamos daquela banda.
Compramos álbuns, porque gostamos de ter aquele CD na colecção.
Interessámo-nos pela qualidade da música, prova disso é a quantidade de fãs de Metal e de música clássica que frequenta fóruns de temas como headphones.
Vamos aos concertos porque queremos ver aquela banda ao vivo, não porque o ambiente é fixe, ou porque aquilo vai estar cheio de gajas com o pito aos saltos.
Estou muito tentado a ir. É mesmo caso para dizer que não me vou perdoar se não for. Custa-me apenas pelo sitio em que é, e festivais que não dá para ir dormir em casa, não são a minha onda. Aprecio muito dormir numa cama e cagar num WC limpo.
Mas estas esquisitices todas começam a ficar de lado quando vemos um calendário como o do dia 13 de Setembro.
Já algum tempo que sei as bandas que lá vão, mas só agora é que soube o alinhamento. E foda-se…
Depois de dois dias seguidos a comer mal e porcamente, leia-se sandes, bifanas, hamburgers e a fazer o percurso: - Casa (4 da tarde) - Carcavelos - Transmission - Casa (5 da manhã), o corpo já não aguenta como aguentava, a dor de pernas continua, mas vamos à review do Alliance Fest 2008.
Primeiro dia (08 de Agosto 2008):
Chegamos lá já tarde a pensar que tínhamos perdido as primeiras bandas, mas, ainda estava tudo à porta para entrar. Shadowsphere tinha cancelado, Kalashnikov tinha lá o comunicado que o baterista tinha partido uma perna, concerto também cancelado. Menos mal, também não tinha ido para isso.
Entrei, orgulhoso de bilhete premium, que ia receber uma t-shirt. Primeiro ninguém sabia onde eu ia receber a t-shirt, quando finalmente me disseram e a fui buscar, fui brindado com uma t-shirt azul. DASSS, eu não tenho t-shirts azuis, ia ser esta a primeira?! Zona reservada, qual é? - Ah são ali as bancadas. Ok, thanks, claro que não vou para lá abanar a cabeça.
Às 19 os 3 Inches of Blood começaram a fazer o sound check, que durou até às 21. O pessoal já todo a desesperar, leia-se, fodido. Problemas técnicos diziam eles.
Já não me lembro a hora certa a que o festival começou, mas já era tarde para ainda tocarem as bandas à hora prevista.
3 Inches of Blood: - Não tenho a certeza, mas tocaram pouco mais de meia hora. WTF?!
Exodus: Começa o trash, começa o headbanging, começa o mosh…. e acaba o concerto. Oh merda, mas então… que se passa?! A quantidade de fans que estava lá começa a ficar fodida. Começam as caralhadas… Ok, assim Finntroll fica com mais tempo para tocar.
Finntroll: - Começam e… 4 músicas depois… acabam. Woowww… Dasss, não conhecia quase nada, mas o concerto estava brutal.
Moonspell: Depois dum sound check de uma hora, enquanto que o pessoal todo gritava “Finntroll, Finntroll”, começa a banda “cabeça de cartaz”. Chega 1:30 da manhã, 4 ou 5 musicas tocadas, nas quais o pessoal continuava a gritar “Finntroll, Finntroll” e alguns palhaços atiravam copos de cerveja para o palco, temos pena, mas temos de ir apanhar o comboio. Estávamos no comboio 20 minutos depois e recebemos um SMS a dizer que Moonspell também já tinha acabado.
Bah, bela merda, bora para o Transmission beber uns copos.
Conclusões: Uma merda, começou tarde, as bandas tocaram poucas músicas, alguma desorganização e com a promessa que o dia seguinte ia correr como planeado.
Segundo dia (09 de Agosto 2008):
Telefonema do JAPC por volta das 17 a dizer que já tinha começado. Oh que bela merda…
Quando chegamos, já tinham tocado as 3 primeiras bandas. Quantidade de gente incomparável com o dia anterior. \m/
Marduk: Black Metal, hell yeah… Demasiada luz a entrar por entre os panos pretos que tapavam as janelas, o som demasiado (muito) baixo que não dava para deixar um gajo compenetrar-se na melodia, mas foda-se, I LOVE BLACK FUCKIN METAL.
Anathema: Duas coisas contra, não devia estar metido entre Marduk e Arch Enemy e o som teria sido muito melhor se tivesse sido no coliseu. De resto, estiveram bem, o pessoal também curtiu.
Arch Enemy: Grande poder que aquela Angela tem, grandes riffs de guitarra, muito bom.
Acabou e “bora” outra vez para o Transmission beber mais uns copos e curtir mais um som até às 4:30 da manhã.
Conclusões: Melhor que o primeiro dia, tudo a horas, falhou o som demasiado baixo que disse em cima. Depois de Marduk comecei a ficar com alta dor no joelho direito que me custava a ficar em pé. Fui à organização perguntar se os primeiros socorros teriam gel anestesiante para pelo menos não sentir a dor, se ficasse pior no dia seguinte era por minha conta. Mandaram-me foder. Eram apenas primeiros socorros. Ok, ainda propus partir-me todo e depois já podia ser tratado. Enfim…
Conclusões gerais:
As más: - Organização demasiado desorganizada, o sítio, era uma zona residencial e devia haver ordens para acabar o “barulho” por volta da 1 da manhã. Escolham outro sítio para a próxima. Ofereçam uma t-shirt preta, como a que dei 10 euros por ela. Melhorem os hamburgers. Deixem entrar o pessoal com as garrafas de água que compraram na rua, tirem apenas a tampa como fazem nos outros concertos. Não impliquem com a merda da corrente que um gajo traz para prender a carteira ao cinto.
As boas: - A iniciativa, as bandas, valeu a pena. No próximo ano quero mais se faz favor.