
Depois de dois dias seguidos a comer mal e porcamente, leia-se sandes, bifanas, hamburgers e a fazer o percurso: - Casa (4 da tarde) - Carcavelos - Transmission - Casa (5 da manhã), o corpo já não aguenta como aguentava, a dor de pernas continua, mas vamos à review do Alliance Fest 2008.
Primeiro dia (08 de Agosto 2008):
Chegamos lá já tarde a pensar que tínhamos perdido as primeiras bandas, mas, ainda estava tudo à porta para entrar. Shadowsphere tinha cancelado, Kalashnikov tinha lá o comunicado que o baterista tinha partido uma perna, concerto também cancelado. Menos mal, também não tinha ido para isso.
Entrei, orgulhoso de bilhete premium, que ia receber uma t-shirt. Primeiro ninguém sabia onde eu ia receber a t-shirt, quando finalmente me disseram e a fui buscar, fui brindado com uma t-shirt azul. DASSS, eu não tenho t-shirts azuis, ia ser esta a primeira?! Zona reservada, qual é? - Ah são ali as bancadas. Ok, thanks, claro que não vou para lá abanar a cabeça.
Às 19 os 3 Inches of Blood começaram a fazer o sound check, que durou até às 21. O pessoal já todo a desesperar, leia-se, fodido. Problemas técnicos diziam eles.
Já não me lembro a hora certa a que o festival começou, mas já era tarde para ainda tocarem as bandas à hora prevista.
3 Inches of Blood: - Não tenho a certeza, mas tocaram pouco mais de meia hora. WTF?!
Exodus: Começa o trash, começa o headbanging, começa o mosh…. e acaba o concerto. Oh merda, mas então… que se passa?! A quantidade de fans que estava lá começa a ficar fodida. Começam as caralhadas… Ok, assim Finntroll fica com mais tempo para tocar.
Finntroll: - Começam e… 4 músicas depois… acabam. Woowww… Dasss, não conhecia quase nada, mas o concerto estava brutal.
Moonspell: Depois dum sound check de uma hora, enquanto que o pessoal todo gritava “Finntroll, Finntroll”, começa a banda “cabeça de cartaz”. Chega 1:30 da manhã, 4 ou 5 musicas tocadas, nas quais o pessoal continuava a gritar “Finntroll, Finntroll” e alguns palhaços atiravam copos de cerveja para o palco, temos pena, mas temos de ir apanhar o comboio. Estávamos no comboio 20 minutos depois e recebemos um SMS a dizer que Moonspell também já tinha acabado.
Bah, bela merda, bora para o Transmission beber uns copos.
Conclusões: Uma merda, começou tarde, as bandas tocaram poucas músicas, alguma desorganização e com a promessa que o dia seguinte ia correr como planeado.
Segundo dia (09 de Agosto 2008):
Telefonema do JAPC por volta das 17 a dizer que já tinha começado. Oh que bela merda…
Quando chegamos, já tinham tocado as 3 primeiras bandas. Quantidade de gente incomparável com o dia anterior. \m/
Echidna, Blacksunrise e We are the Damned. Esta última segundo o Paulo, foi poderosíssima.
Marduk: Black Metal, hell yeah… Demasiada luz a entrar por entre os panos pretos que tapavam as janelas, o som demasiado (muito) baixo que não dava para deixar um gajo compenetrar-se na melodia, mas foda-se, I LOVE BLACK FUCKIN METAL.
Anathema: Duas coisas contra, não devia estar metido entre Marduk e Arch Enemy e o som teria sido muito melhor se tivesse sido no coliseu. De resto, estiveram bem, o pessoal também curtiu.
Arch Enemy: Grande poder que aquela Angela tem, grandes riffs de guitarra, muito bom.
Acabou e “bora” outra vez para o Transmission beber mais uns copos e curtir mais um som até às 4:30 da manhã.
Conclusões: Melhor que o primeiro dia, tudo a horas, falhou o som demasiado baixo que disse em cima. Depois de Marduk comecei a ficar com alta dor no joelho direito que me custava a ficar em pé. Fui à organização perguntar se os primeiros socorros teriam gel anestesiante para pelo menos não sentir a dor, se ficasse pior no dia seguinte era por minha conta. Mandaram-me foder. Eram apenas primeiros socorros. Ok, ainda propus partir-me todo e depois já podia ser tratado. Enfim…
Conclusões gerais:
As más: - Organização demasiado desorganizada, o sítio, era uma zona residencial e devia haver ordens para acabar o “barulho” por volta da 1 da manhã. Escolham outro sítio para a próxima. Ofereçam uma t-shirt preta, como a que dei 10 euros por ela. Melhorem os hamburgers. Deixem entrar o pessoal com as garrafas de água que compraram na rua, tirem apenas a tampa como fazem nos outros concertos. Não impliquem com a merda da corrente que um gajo traz para prender a carteira ao cinto.
As boas: - A iniciativa, as bandas, valeu a pena. No próximo ano quero mais se faz favor.
Agora só quero descanso.
